Caminhada e risco de hipertensão arterial

Será que quem caminha mais e mais rápido tem menor incidência de aumento da pressão nos vasos sanguíneos?

Poucos estudos avaliaram a incidência de hipertensão em relação à caminhada. 

Um recente estudo publicado na Hypertension, revista da Associação Americana do Coração, AHA, examinou ao longo de 11 anos a associação entre caminhada e incidência de hipertensão em 83.435 mulheres pós-menopausa.

O volume de caminhada (mets por semana) e a velocidade (milhas por hora) foram avaliados por questionário.

A ocorrência de hipertensão diagnosticada por médico e tratada com medicamentos foi confirmada utilizando-se questionários anuais.

38.230 casos de hipertensão foram identificados nestes 11 anos. 

Para as análises foram feitos vários ajustes para covariáveis incluindo atividades sem ser caminhadas.

Os autores observaram uma associação inversa significativa entre a caminhada e o aumento da pressão arterial (hipertensão).

Além disso, velocidades de caminhada mais rápidas (<2, 2-3, 3-4 e> 4** milhas por hora) também foram associadas a menor risco de hipertensão.

Associações inversas significativas para volume e velocidade de caminhada persistiram após ajuste adicional para pressão arterial basal.

Este estudo mostrou que caminhar nos volumes recomendados pelas diretrizes (> 7,5 mets/hora semana) e em velocidades mais rápidas (≥2 milhas* por hora) está associado a um menor risco de hipertensão em mulheres na pós-menopausa.

Portanto, a caminhada deve ser incentivada como parte da prevenção da hipertensão.

Haring et al. Walking Volume and Speed Are Inversely Associated With Incidence of Treated Hypertension in Postmenopausal Women. Hypertension. 2020 Nov;76(5):1435-1443.

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